TEMPO COM DEUS - 11/02/08

  • Ore e peça a Deus que nesses próximos minutos você entenda a vontade Dele para sua vida e para seu dia.

Filipensenses 1:30

já que estão passando pelo mesmo combate que me viram enfrentar e agora ouvem que ainda enfrento.”

A igreja de Filipos era uma igreja modelo de missões. Durante a prisão de Paulo em Roma, certamente foi a igreja que mais o apoiou em suas necessidades. Das tantas razões por tal interesse pelo apóstolo, uma que me chama atenção é a de que experimentavam alguns dos sofrimentos de Paulo na própria pele.

Filipos ficava relativamente perto de Roma e era uma das bases militares mais importantes do Império Romano. Imagina ter uma igreja dentro de um ditador quartel general? O clima de perseguição contra o cristianismo aumentava a cada dia. A prova disso a história nos conta através do massacre contra os cristãos no ano 64 d.C. depois de serem acusados de atear fogo em Roma.

Esse exemplo de igreja alimenta um princípio bíblico maravilhoso:

Quando sofremos com o próximo, nos tornamos pessoas mais generosas e felizes.

A maioria pensa:

Já tenho os meus problemas que são muitos, não posso arrumar mais preocupações para minha cabeça, seria a soma lógica para o aumento de meu estresse.”

Porém, a matemática dos céus é diferente. Quando mais nos doamos e sofremos pelos outros, mais fortes nos tornamos para enfrentarmos a vida.

Alguns dias atrás fui visitar alguém muito especial no hospital. Quando entrei na ala de pediatria fiquei impressionado com a quantidade de crianças que lotavam os quartos. Procurei o número da cama que indicava o papel que eu tinha nas mãos e quando achei, vi sobre ela um garoto de sete anos, magro aos ossos, com os músculos das pernas, pés, braços e mãos retorcidos, gemendo com lágrimas ao lado do pai. Aquela visão me paralisou por alguns minutos. Parei ao seu lado, olhei no brilho dos seus olhos, perguntei sobre o Santos, sobre o Robinho (não me lembrava de outro nome). O garoto esquecendo um pouco sua inquetação, tentou fazer um sinal positivo com o polegar vencendo a dificuldade dos músculos retorcidos da mão direita. Fiquei em silêncio, não tinha palavras, ali, eu e seu pai apenas fazíamos carinho nele, por um instante ele parou de chorar, depois orei com eles. Antes de ir embora olhei ao meu redor e orei com outras crianças e pais que também estavam no mesmo quarto. Um bebê sorriu pra mim. Quando saí do hospital eu não era mais o mesmo. Tinha mais problemas? Não, pelo contrário tinha um motivo a mais para viver: abençoar crianças enfermas, decidi voltar vestido em meu palhaço.

Quanto ao seu dia? Viva, simplesmente viva Jesus.

...Até amanhã


Um comentário:

Anônimo disse...

que orgulho do meu pastor palhaço!
Eliane